Com o home office, empresas de reforma crescem 40% na pandemia

Um dos resultados mais imediatos da pandemia de covid- 19 no país foi o aumento da quantidade de pessoas trabalhando em home office. Mesmo as empresas mais tradicionais viram a necessidade, pelo menos por um período, de manter seus funcionários trabalhando de casa. Com isso, aqueles pequenos negócios que atuam com reformas e materiais de construção e decoração sentiram um “efeito colateral” bem-vindo com o crescimento da procura por pessoas querendo adaptar os espaços de casa a essa nova necessidade.

De acordo com a pesquisa Gestão de Pessoas na Crise Covid-19, da Fundação Instituto de Administração (FIA), o trabalho em casa foi adotado por 46% das empresas durante a pandemia no Brasil. Para que a sala, um quarto de hóspedes ou uma área sem uso fossem transformados em algo próximo a um escritório, foi necessário investir em móveis novos, pequenas obras e até mesmo um “fundo” mais decorado para as reuniões por videoconferência. Tudo isso para tornar o espaço mais confortável, agradável e próprio para trabalhar.

O consultor do Sebrae-SP Éder Max observa que o mercado de pequenas reformas costuma ficar mais aquecido nos meses de janeiro e fevereiro, quando as famílias estão de férias. Em 2020, no entanto, um levantamento do Ibre/FGV e da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), mostra que 42% dos comerciantes consultados registraram crescimento nas vendas entre maio e julho.

“O mercado vinha de altos e baixos, mas, quando chegou a pandemia, os empreendedores do setor se assustaram. Praticamente todo mundo teve o mesmo pensamento, de que haveria estagnação, o que não aconteceu. Passando mais tempo em casa, as pessoas começaram a perceber detalhes que antes não observavam por causa da rotina e isso motivou reformarem o espaço onde vivem. Eu mesmo fui um desses”, conta Max, que adaptou todo seu escritório para continuar atendendo os clientes a partir de sua casa.